Matilde Coelho de Antunes
25 de mai. de 2026, 19:12:18
Este whisky é qualquer coisa... um Caol Ila verdadeiramente imenso, daqueles que te deixam parvo. No nariz chega logo aquele comboio de algas, palha, serapilheira molhada e um sumo de maçã cru, genuíno, quase sidra. Tem um fundo de azeite e cânfora, e uma citrinidade imensa que parece que limpou tudo. Na boca é pura magia negra — óleo diesel, hidrocarbonetos, anchovas, redes de pescador. Surge uma cremosidade grande, daquela de xarope para tosse (mas o melhor de sempre), e vem um amarguinho Campari com marmelada de limão e chutney de manga que quase dá vontade de ficar doente, mas no bom sentido. É costeiro até ao tutano, grande, grande. Água vai ajudar — quanto mais juntas, maior fica. Fica menos puro, sim, mas abre um mundo novo, cristalino. O final é extremamente longo, lima e fumo, tipo magia. Uma limpeza que não acaba. Big time, whisky enorme, cristal-clean e pura magia. 🍋🔥







