
Bruno Guilherme Rocha Reis
27 de mai. de 2026, 08:31:54
Esta noite abri uma garrafa que andava por aqui há um tempo. A cor lembra palha seca, quase transparente. O aroma traz logo uma casca de limão muito fresca, quase cítrica, e logo aparece aquele toque de gengibre picante que aquece o nariz. 🍋
Ao primeiro gole, percebo que o corpo não é tão cheio assim – um pouco mais leve, sabe? Tem um sabor a cevada crua, como se ainda estivesse no campo, com uma herbácea que me lembra erva acabada de cortar. A mineralidade ali no fundo é discreta, mas dá uma profundidade interessante.
O álcool é forte, sim, sobe um pouco pelo nariz, mas deixa um aperto agradável. Os cogumelos frescos aparecem no meio, misturados com mais limão e uma pimenta branca que vai crescendo. Aquele final longo traz a quinino e a pimenta explode mesmo depois de engolir, deixando um picante que fica um bom tempo. 🌶️
Há um lado terroso, quase como terra húmida após a chuva, que me agrada bastante. A fruta está lá, mas mais discreta, não é daquelas destiladas imediatamente sexy ou fácil. Tive de estar atento para captar todas as camadas. No geral, uma experiência interessante para quem gosta de whiskys mais austeros e complexos.