Mauro Ângelo Paiva de Tavares
25 de mai. de 2026, 18:01:06
Pá, isto tem um cheiro que me puxa logo para literatura russa, sabes? Aquele denso, meio terra, com um toque de óleo de avelã. Ervas enlameadas, massa de pão cru... tem qualquer coisa mesmo russa. O hit, neste caso, é um bocadinho bruto, até um pouco tough no início, mas a seguir abre para manteiga fresca, maçã verde, e uma cena de vinho branco, com engaços e tudo. Lembra Riesling, casca de limão e croissants acabados de sair do forno, mas depois vem aquela pele amarga, grainhas, giz... Muito relva, muito Sauvignon Blanc. Não é um whisky fácil — tens aqueles elementos apertados, ervosos e cítricos, com as borras (lees) a dar textura. Mas a sério, é brilhante. Depois entra aquele óleo de girassol, gordo e limpo, com zestes por todo o lado. O final é muito longo, cheio de folhas. 🌾🥐






